Como acabar com pensamentos limitantes em 7 passos simples

Crenças autolimitantes muitas vezes são inconscientes. Elas agem na sua mente como programas de computador, que determinam suas ações de acordo com aqueles conceitos. Removendo-as, através destes sete passos simples, você não apenas se encaminhará para uma vida mais feliz como também descobrirá a possibilidade de alcançar muito mais do que imagina. 

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  • “Eu não sou bom o bastante”
  • “Estou velho demais para trocar de emprego”
  • “Eu não tenho sorte”
  • “Não dá pra confiar nas pessoas”
  • “Você precisa ser estudado para ter sucesso”
  • “Sou feio demais para que alguém me ame”

Aí estão alguns exemplos de pensamentos limitadores, que podem impedir você de desenvolver plenamente seu potencial. Removendo esse tipo de crença, através destes sete passos simples, você não apenas se encaminhará para uma vida mais feliz como também descobrirá a possibilidade de alcançar muito mais do que imagina.

Passo 1: Identifique e liste suas crenças auto-limitantes.

Divida um papel em sete colunas. Use-o na posição horizontal, para garantir que o espaço será suficiente.

Na coluna 1, escreva em qualquer ordem todos os pensamentos autolimitantes que você costuma ter. Alguns serão fáceis de identificar, outros nem tanto. Além disso, uns serão mais importantes que outros; porém, uma vez que você consiga remover todos, a ordem de identificação já não será relevante.

Passo 2: Descreva porque e como a crença é contraprodutiva

É preciso entender completamente porque a crença está lhe puxando para trás.

Ao alcançar uma clara compreensão de que esses pensamentos estão entravando a sua vida e das consequências disso, você criará uma forte necessidade de se empenhar para fazer a mudança.

Por exemplo: se você identificou a crença “não sou qualificado o bastante para pedir um aumento ao meu chefe”, as consequências serão que você tem uma chance mínima de conseguir aquela grana extra que poderia ajudar a fazer um programa diferente nas férias, ou que você não se sentirá reconhecido e valorizado pelos seus superiores hierárquicos.

Escreva as consequências na coluna 2.

Passo 3: Descobrindo a fonte da crença que lhe limita

É importante mergulhar nas memórias do passado para descobrir a fonte da crença. Na maioria dos casos, uma crença autolimitante é formada por várias experiências semelhantes.

Quando isso aconteceu pela primeira vez? Em quais circunstâncias? Como ela foi ocupando espaço? Tente ser o mais específico que puder e anote o resultado na coluna 3.

Geralmente, esse tipo de pensamento vem da sua infância e da interação com seus pais. Por exemplo, a reação deles ao desaprovar um comportamento seu. Em algumas famílias, a crítica e a desaprovação são sutis, enquanto em outras são bastante óbvias.

Descobrindo exatamente quando você criou esse pensamento, você terá mais força para quebrá-lo e substituí-lo por outro, mais positivo e encorajador. Caso não consiga mais se lembrar da sua infância, tente ao menos saber como eram os seus pais. Pergunte a vizinhos, familiares ou velhos amigos deles.

Passo 4: Examine outras possibilidades

Quando identificar a fonte, busque interpretações alternativas dos eventos que originaram o pensamento, pontos de vista nos quais nunca tinha pensado antes. Escreva-os na coluna 4.

Por exemplo: você descobriu que o pensamento “eu não sou bom o bastante” tem raízes na sua infância, porque seus pais estavam sempre bravos ou não reconheciam as coisas que você fazia. Agora você pode reinterpretar esse comportamento de outras formas:

  • Eles simplesmente estavam errados, porque o casamento estava passando por um período difícil e acabaram descontando em você.
  • Eles estavam certos naquela época, mas você mudou muito desde então.
  • Você nunca desejou o mesmo que eles, ou da maneira que eles queriam, ou quando eles queriam.
  • Eles queriam lhe tirar da zona de conforto, mostrando que você sempre pode fazer algo melhor.

Esse exercício ajuda a ver que a sua interpretação dos fatos é apenas uma dentre as inúmeras possíveis. Por que exatamente a sua tem que ser a verdadeira?

Passo 5: Prove que a sua crença está errada

Para cada um dos seus pensamentos limitantes, identifique um exemplo específico de que ele não é verdadeiro. Pode ser algo que você tenha vivenciado pessoalmente, ou originado da experiência de outra pessoa.

Por exemplo: para a crença “é tarde demais para começar algo novo”, pense em alguma ocasião em que você (ou um conhecido ) começou algo depois que a maioria das outras pessoas e mesmo assim obteve sucesso. Escreva sua evidência na coluna 5.

Passo 6: Reescreva sua crença

Formule mentalmente o exato oposto da sua crença.

No caso do item anterior, você poderia escrever “nunca é tarde demais para começar algo novo”. Agora reformule o texto usando apenas palavras positivas: “Eu posso começar algo novo sempre que eu quiser”. Faça um backup mental pensando em exemplos específicos.

Por exemplo: “minha experiência me permite entender as coisas rapidamente”; “eu adoro aprender coisas novas”; “aprender algo novo me ajudará a conseguir uma promoção”. Escreva sua nova crença na coluna 6 e os exemplos na coluna 7.

Passo 7: Visualize a mudança

A visualização é uma das maneiras mais eficientes de mudar seus pensamentos e manter a mente focada no que realmente importa para a sua vida. É também uma das maneiras mais eficientes de alcançar o sucesso.

Tire um tempinho agora para fechar os olhos e imaginar a si próprio interpretando sua nova crença. Sinta profundamente a experiência e as emoções que ela provoca. Deixe sua nova crença ancorar no mais íntimo da sua consciência.

Visualize a mudança pelos próximos 30 dias.

Steven Anthony, psicologo, life coach e terapeuta Dicas escritas por Steven Anthony, Life Coach, Psicólogo e Terapeuta da Life Terapias (Guarujá, SP). 

Artigo original: www.lifeterapias.com.br